Ao contrário de Hashioka, Caravina "bate o pé" e fica no partido que lhe abriu as portas para a política

Imagem: Divulgação
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Com o fim da janela partidária, o deputado estadual Pedro Caravina decidiu permanecer no PSDB, partido que lhe abriu as portas para a política. A escolha contrasta com o movimento de troca de siglas observado entre outros políticos no Estado.
No último mês, a dança partidária redesenhou chapas e alianças para a eleição de outubro. O deputado estadual Roberto Hashioka, por exemplo, deixou o União Brasil e se filiou ao Republicanos poucas horas após participar de um ato da própria legenda. Ele chegou a divulgar o evento nas redes sociais, destacando a união do partido, mas apagou a publicação após a mudança.
Caravina seguiu caminho oposto. Mesmo diante de pressões internas e da disputa por espaço na chapa, decidiu continuar no PSDB. Nos bastidores, a avaliação é que a permanência garante ao deputado melhores condições de buscar a reeleição, com base eleitoral já consolidada.
A definição ocorreu em meio a um impasse dentro do partido. Vereadores de Campo Grande ameaçavam não disputar a eleição caso a chapa reunisse nomes com alta votação, o que reduziria suas chances. A situação levou a uma reconfiguração interna.
Para destravar o cenário, lideranças políticas intervieram. O deputado estadual Jamilson Name deixou o PSDB e se filiou ao PP, abrindo espaço na chapa tucana. A saída foi considerada decisiva para acomodar os diferentes interesses dentro do partido.
Com isso, o PSDB manteve Caravina entre seus principais nomes e evitou um esvaziamento maior. A permanência do deputado reforça a estratégia da legenda de preservar quadros com histórico eleitoral, enquanto outras siglas avançam na disputa por candidatos competitivos.