Caixa Econômica: Base do SEEB Naviraí rejeita proposta e mantém greve por tempo indeterminado

Imagem: Divulgação
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Em assembleia realizada no dia 11/09/2026, os funcionários da CEF dos municípios de Naviraí, Nova Andradina, Ivinhema e Mundo Novo decidiram, por 91,11% dos votos, pela continuidade da paralisação; mesmo diante de ameaças de dissídio pelo banco, a categoria manteve a união e a greve segue forte na base e nacionalmente.
Os empregados da Caixa Econômica Federal (CEF) vinculados à base territorial do SEEB Naviraí — que abrange os municípios de Naviraí, Nova Andradina, Ivinhema e Mundo Novo — rejeitaram de forma soberana a última proposta apresentada pela direção do banco e decidiram, em assembleia realizada no dia 11/09/2026, pela manutenção da greve nacional por tempo indeterminado.
A vontade dos trabalhadores prevaleceu expressivamente nas urnas: apenas 8,89% dos funcionários votantes aprovaram o acordo coletivo colocado na mesa, enquanto 91,11% da categoria optou por rejeitar a proposta e manter a paralisação em busca de valorização. Mesmo diante de pressões e da tentativa do banco de coagir o movimento com a ameaça de ingressar com pedido de dissídio coletivo, os trabalhadores mantiveram a união, demonstrando total firmeza e autonomia em suas decisões.
A rejeição maciça por parte dos funcionários reflete o descontentamento profundo com os termos apresentados pela instituição na mesa de negociação. Embora o banco tenha pontuado questões gerais de reajuste, a proposta final foi considerada insuficiente e falhou em contemplar as principais reivindicações da categoria, deixando de lado pontos nevrálgicos de segurança trabalhista e bem-estar social para o funcionalismo da ativa e aposentados.
O principal motor que sustenta a decisão dos funcionários em manter a greve por tempo indeterminado é a intransigência em relação ao Saúde Caixa.
A categoria aponta que as diretrizes da última proposta apresentada pela direção do banco ameaçam diretamente a sustentabilidade e o acesso ao plano de saúde, modelo essencial para os trabalhadores. Entre os pontos críticos rejeitados pelo funcionalismo estão:
Mudanças no modelo de custeio e o avanço de formatos que penalizam o orçamento do trabalhador;
O aumento expressivo da coparticipação e das mensalidades, o que eleva drasticamente os gastos mensais tanto para os funcionários da ativa quanto para os aposentados;
A imposição de tetos e regras de contribuição — como a tentativa de elevar a contribuição para patamares elevados do salário-base e majorar o valor por dependente — sem que haja a devida contrapartida e a assunção da responsabilidade histórica por parte da Caixa na cota-parte do custeio.
Para os empregados, o Saúde Caixa não é um mero benefício corporativo, mas sim um direito fundamental que vem sendo desestruturado, tornando a defesa intransigente do plano o coração da greve.
Com o indicativo claro de rejeição de 91,11% decidido diretamente pelos trabalhadores na assembleia do dia 11/09/2026, a paralisação segue forte e ampliada tanto na base de Naviraí — abrangendo Naviraí, Nova Andradina, Ivinhema e Mundo Novo — quanto nacionalmente. A categoria segue firme, mantendo a adesão à greve e a mobilização até que o banco apresente uma proposta respeitosa que de fato solucione o impasse do Saúde Caixa e atenda às demandas legítimas dos funcionários.