A cheia dos últimos dias tem comprometido o acesso a propriedades rurais na região das Perdizes, na divisa entre Batayporã e Taquarussu, do lado do Mato Grosso do Sul. Pescadores e ribeirinhos ouvidos pelo Nova News apontam uma possível ligação entre a elevação do Rio Paraná, conhecido como Paranazão, e a abertura de comportas da Usina Hidrelétrica de Rosana, no Rio Paranapanema.
Uma equipe de reportagem esteve nas áreas atingidas na tarde desta sexta-feira (16). Segundo moradores, a água avançou sobre estradas e deixou famílias com dificuldades para entrar ou sair de suas propriedades.
Inicialmente, alguns pescadores atribuíram a cheia à Usina Hidrelétrica Engenheiro Sérgio Motta. Procurada pela reportagem, a assessoria da usina informou que a vazão permanece em aproximadamente 5.500 metros cúbicos por segundo, sem alteração nos últimos dias e dentro da normalidade operacional.
Já moradores próximos ao Rio Paranapanema relataram que cerca de 9 comportas da Usina de Rosana, administrada pela CTG Brasil, teriam sido abertas nos últimos dias. A informação e sua possível relação com as inundações ainda não foram confirmadas pela empresa.
Na região de Porto São José, pescadores que também mantêm canais nas redes sociais disseram ao Nova News que perceberam uma elevação acentuada do Rio Paraná nas últimas 48 horas.
Conforme os relatos colhidos pela reportagem, a cheia também atingiu o Rio Baía, afluente do Paraná que corta a região das Perdizes. Nas áreas afetadas, moradores reclamam dos danos às estradas e da dificuldade de deslocamento.