Publicado em 28/02/2026 às 15:47, Atualizado em 28/02/2026 às 19:49

“Cuidando do Cuidador”: ação fortalece saúde mental dos trabalhadores do SUS em Batayporã

Equipe eMulti promove acolhimento em todas as unidades de saúde com foco no autocuidado dos profissionais

Assessoria,
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Fotos: Prefeitura de Batayporã

A Secretaria Municipal de Saúde realizou, nesta sexta-feira (27), a ação “Cuidando do Cuidador”, iniciativa conduzida pela equipe eMulti com o objetivo de oferecer acolhimento, orientação e práticas de autocuidado aos trabalhadores da saúde em todas as unidades do município.

A proposta reconhece que, diariamente, os profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) lidam com sofrimento, demandas intensas e situações emocionalmente exigentes. Por isso, o programa foi desenvolvido para apoiar quem está na linha de frente, oferecendo momentos de escuta, técnicas simples de regulação emocional e intervenções periódicas voltadas à saúde mental.

Segundo a psicóloga e coordenadora da equipe eMulti, Sonia Rodrigues, a iniciativa integra o plano de Educação Permanente da Secretaria de Saúde e marca o início de um calendário anual de cuidado ao trabalhador.

“Cuidar de quem cuida é essencial. O cansaço não é fraqueza e pedir apoio não é incapacidade. Estamos oferecendo um autocuidado guiado, com ferramentas práticas que os profissionais poderão aplicar no dia a dia para lidar com o estresse e o desgaste da rotina”, destacou.

A ação envolve a participação de profissionais da equipe multidisciplinar de apoio à Atenção Primária, composta por psicólogos, médicos, fisioterapeutas, assistentes sociais e outros especialistas, distribuídos nas unidades, realizando intervenções iniciais e retornando a cada dois meses para novas atividades.

Além do acolhimento imediato, o programa prevê momentos formativos ao longo do ano, contemplando tanto a qualificação técnica quanto o desenvolvimento socioemocional dos trabalhadores.

Para Sonia Rodrigues, a continuidade do cuidado é parte fundamental da proposta. “Queremos que essa ação deixe de ser um evento pontual e se torne prática, cultura e compromisso. Reconhecer limites também é um ato de responsabilidade profissional”, reforçou.

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