Com projeção de 172 mil votos para federal e 56 mil para estadual, região concentra pré-candidatos e acirra disputa em 2026

Imagem: Arquivo
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A presença de pré-candidatos com base no Vale do Ivinhema deve tornar mais acirrada a disputa por votos nas eleições de 2026. Levantamento feito pelo diretor do Instituto de Pesquisa Resultado (IPR), Aruaque Fressato Barbosa, a pedido do jornal Correio do Estado, aponta que partidos precisarão alcançar cerca de 172 mil votos para eleger um deputado federal e aproximadamente 56 mil votos para deputado estadual em Mato Grosso do Sul.
Na região, o cenário reúne nomes com forte ligação local. O União Brasil deve lançar dois pré-candidatos a deputado federal: o deputado estadual Roberto Hashioka, ex-prefeito de Nova Andradina, e o empresário Carlos Bernardo, natural do município.
Para deputado estadual, a região também concentra pré-candidaturas. O União Brasil conta com Dione Hashioka, enquanto o Partido dos Trabalhadores deve ter Josenildo Ceará como representante. Já o deputado estadual Pedro Caravina deve disputar a reeleição, ampliando a concorrência regional.
O desempenho desses nomes dependerá não apenas da votação individual, mas do total de votos de seus partidos, já que o sistema eleitoral brasileiro é proporcional. Nesse modelo, a soma dos votos da legenda define quantas vagas cada partido conquista.
A região do Vale do Ivinhema soma atualmente 105.651 eleitores, distribuídos em oito municípios, conforme dados do Tribunal Regional Eleitoral. O número representa aumento de 361 eleitores em relação a janeiro deste ano.
Nova Andradina concentra o maior eleitorado, com 35.217 votantes, seguida por Ivinhema (20.883) e Bataguassu (19.005). Angélica soma 8.465 eleitores, Batayporã tem 8.321 e Anaurilândia, 6.210. Taquarussu registra 3.944 eleitores, enquanto Novo Horizonte do Sul possui 3.606.
O número de eleitores na região amplia o peso político do Vale do Ivinhema. Somados, os eleitores do Vale do Ivinhema representam uma parcela significativa na formação dos quocientes eleitorais necessários para eleição de deputados.
Com vários pré-candidatos disputando votos em uma mesma base geográfica, a tendência é de fragmentação do eleitorado. Esse cenário pode dificultar a concentração de votos em nomes individuais, mas fortalece a necessidade de partidos estruturarem chapas competitivas.
De acordo com Aruaque Barbosa, é possível se eleger com menos votos do que o quociente eleitoral, desde que o partido alcance o desempenho necessário. Nesse caso, candidatos com votação menor podem conquistar vagas ao se beneficiar da soma dos votos da legenda.
A definição das candidaturas ainda depende de articulações partidárias e da consolidação das chapas. Mesmo assim, o atual cenário indica que o Vale do Ivinhema deve ter papel relevante na disputa por vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados em 2026.