Dione Hashioka (União Brasil) passou da terceira para a segunda suplência da Federação União Progressista após o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) refazer a totalização dos votos das eleições de 2026. O procedimento, realizado na quarta-feira (21), destinou à legenda os 16.884 votos nominais recebidos por Jerson Domingos, cuja candidatura a deputado estadual foi barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A mudança alterou a ordem dos suplentes, mas não modificou a composição da bancada eleita pela federação.
Com a retotalização, o ex-secretário estadual Professor Marcelo Miranda (PP), que recebeu 23.112 votos, permaneceu como primeiro suplente. Dione, com 15.244 votos, passou a ocupar a segunda posição. Jerson deixou a lista de suplentes e passou a constar como não eleito.
A Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), manteve as quatro cadeiras conquistadas na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Continuam eleitos Gerson Claro (PP), com 35.767 votos; Londres Machado (PP), com 33.581; Hélio Peluffo (PP), com 31.435; e Professor Rinaldo Modesto (União Brasil), com 23.763 votos.
A retotalização ocorreu após o TSE indeferir, por unanimidade, o registro de candidatura de Jerson. Em julgamento concluído em 8 de outubro, os sete ministros acompanharam o relator, Floriano de Azevedo Marques, e reformaram a decisão do TRE-MS que havia autorizado o ex-conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul a disputar a eleição.
Na abertura da sessão de retotalização, o presidente do TRE-MS, Carlos Eduardo Contar, explicou que o procedimento foi necessário porque a situação jurídica da candidatura mudou depois da votação.
O juiz auxiliar da Presidência do tribunal, Luiz Felipe Medeiros, afirmou que a alteração ficou restrita à ordem dos suplentes e não afetou os parlamentares eleitos. Segundo ele, a mudança ocorre de forma sucessiva: com a saída de um nome da lista, os candidatos seguintes avançam uma posição.
A decisão do TSE ainda pode ter desdobramentos caso a defesa apresente recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo Luiz Felipe Medeiros, até o momento da entrevista não havia informação de que uma medida desse tipo tivesse chegado ao TRE-MS.
O magistrado afirmou que não é possível antecipar os efeitos de uma eventual decisão futura. Por enquanto, o resultado oficial da retotalização mantém os quatro deputados eleitos pela Federação União Progressista e coloca Dione Hashioka na segunda suplência.