DNIT lança licitação de R$ 5,3 milhões para novo traçado da BR-376 entre Nova Andradina e Porto São José

Imagem: Reprodução
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Conforme reportagem do Campo Grande News, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) lançou um processo de licitação para a contratação de estudos e projetos de engenharia voltados à área rodoviária. O investimento previsto é de R$ 5.381.888,44 e contempla a implantação e pavimentação de um novo traçado da BR-376, em Mato Grosso do Sul, que deve ligar Nova Andradina à futura ponte planejada em Porto São José, no Paraná.
A proposta envolve a criação de uma variante — um percurso alternativo pensado para desviar o tráfego de áreas urbanas ou trechos inadequados da rodovia atual, proporcionando mais fluidez e segurança. A iniciativa integra um conjunto maior de obras, que inclui também a construção de uma ponte conectando os dois estados.
O edital foi publicado nesta quarta-feira (29) no Diário Oficial da União. As propostas já podem ser apresentadas, com abertura marcada para o dia 24 de junho, às 9h (horário de Mato Grosso do Sul).
O contrato prevê a elaboração de estudos e projetos para implantação, recuperação e ampliação da capacidade de um trecho de aproximadamente 57,9 quilômetros, iniciando no km 174,8, em Nova Andradina, e se estendendo até próximo à divisa com o estado de São Paulo.
A empresa vencedora será responsável por realizar levantamentos de campo, análises de tráfego, estudos ambientais e desenvolver soluções completas de engenharia para futura execução das obras.
O projeto está dividido em três frentes principais: implantação de novos trechos (cerca de 32,42 km), incluindo variantes para retirada do fluxo urbano; restauração com ampliação da capacidade em aproximadamente 19,21 km; e duplicação de cerca de 6,27 km em pontos considerados críticos.
Também estão previstas melhorias em interseções e acessos, com pelo menos seis locais já identificados para intervenções. Além disso, serão avaliadas obras complementares, como sistemas de drenagem, sinalização e estruturas especiais, incluindo pontes e viadutos.
Segundo o DNIT, o trecho faz parte de um importante corredor logístico para o escoamento da produção agrícola, conectando regiões produtivas de Mato Grosso do Sul ao estado de São Paulo. Atualmente, há limitações operacionais e pontos com capacidade insuficiente, o que reforça a necessidade de modernização.
O estudo ainda levará em conta aspectos de segurança viária, já que a geometria e as condições atuais da pista não atendem plenamente aos padrões mais recentes. A proposta inclui analisar alternativas de traçado que reduzam conflitos em áreas urbanas e melhorem o fluxo de veículos.
Outro ponto previsto é o levantamento das ocupações às margens da rodovia, com mapeamento de residências, comércios e outras estruturas que possam ser impactadas, etapa essencial para eventuais desapropriações.
O contrato também exige estudos ambientais e análises de impacto, com definição de medidas mitigadoras para atender à legislação vigente.
Do valor total previsto, a maior parte será destinada à elaboração dos estudos preliminares (cerca de R$ 1,94 milhão) e dos projetos básicos (aproximadamente R$ 1,77 milhão). Também estão incluídos recursos para projetos de estruturas especiais, estudos geotécnicos, topográficos, pavimentação, drenagem, avaliação ambiental e desapropriações.
O prazo de execução é de 12 meses, contados a partir da ordem de início dos serviços.
O novo traçado deverá funcionar como acesso direto à futura ponte entre Mato Grosso do Sul e Paraná, considerada estratégica para a logística regional. A obra busca criar uma alternativa mais eficiente de ligação entre os estados, reduzindo a dependência de rotas que passam por território paulista e enfrentam restrições de tráfego.
Com a nova conexão, a expectativa é diminuir em até 130 quilômetros a distância até o Porto de Paranaguá, fortalecendo o escoamento da produção e impulsionando a economia regional. O projeto da ponte e acessos viários tem investimento estimado em R$ 1,37 bilhão, com prazo de execução de cerca de quatro anos após o início das obras.