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MS puxa alta de 73% no escoamento em terminais privados do Centro-Oeste

Impulsionados por hidrovias, TUPs movimentam 3,69 milhões de toneladas de janeiro a maio de 2025 na região

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TUP (Terminal de Uso Privado) instalado em Corumbá - Foto: Silvio de Andrade

A movimentação de cargas nos TUPs (Terminais de Uso Privado) do Centro-Oeste disparou no início de 2025, com destaque para o estado do Mato Grosso do Sul. De acordo com dados da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), a região movimentou 3,69 milhões de toneladas entre janeiro e maio, representando um crescimento de 73,12% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram contabilizadas 2,13 milhões de toneladas.

Esse avanço foi impulsionado principalmente pela logística hidroviária, com destaque para os terminais localizados em Mato Grosso do Sul, que aproveitaram o potencial da Hidrovia Paraguai-Paraná. As principais cargas envolvidas foram minério de ferro, soja, produtos siderúrgicos e minerais não metálicos.

O terminal Vetorial Logística, situado em Ladário, registrou alta de 216% na movimentação total. Cargas como ferro fundido, ferro e aço cresceram 347,4%, enquanto minérios, escórias e cinzas tiveram aumento de 211,6%. O terminal Granel Ladário, também no estado, apresentou crescimento ainda mais expressivo: 294,3%. O minério de ferro, isoladamente, cresceu 372,4%, seguido pelas cargas de terra e pedras, com alta de 224,8%.

Outro destaque foi o Itahum Terminal, com crescimento de 163,3%. A soja teve papel fundamental no desempenho da unidade, com aumento de 263,28% em sua movimentação.

Esses três terminais (Vetorial, Granel Ladário e Itahum) estão localizados nos municípios de Ladário e Corumbá, às margens do Rio Paraguai, principal eixo logístico da região. Todos integram o chamado Tramo Sul da Hidrovia Paraguai-Paraná, rota que conecta o Pantanal brasileiro ao Oceano Atlântico por meio de rios navegáveis no Paraguai e na Argentina.

A produção escoada por esses terminais segue dois destinos principais: os portos do Arco Norte, como Itaqui (MA), que recebem principalmente soja e milho, e os portos do Sudeste, como Itaguaí (RJ) e Tubarão (ES), para onde são direcionadas as cargas minerais, utilizando corredores multimodais.

Além dos bons resultados operacionais, a região recebeu novos investimentos em infraestrutura. No dia 9 de julho, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, anunciou um pacote nacional de R$ 4,7 bilhões em parceria com o setor produtivo. No Centro-Oeste, o destaque foi a destinação de R$ 15,8 milhões para o município de Cáceres (MT), com foco na modernização do porto local para o escoamento de granéis sólidos.

Segundo o ministro, a integração logística por hidrovias é estratégica para a competitividade do agronegócio e da indústria do interior. “O crescimento dos terminais privados e os novos investimentos em Cáceres mostram que o governo está comprometido com uma logística mais eficiente, sustentável e integrada”, afirmou.

A localização estratégica dos TUPs do Centro-Oeste, aliada ao avanço regulatório e à expansão da infraestrutura hidroviária, consolida a região como um dos principais corredores de exportação do país, contribuindo diretamente para a redução de custos logísticos e para o fortalecimento da economia nacional.

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