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Varejo ampliado de MS fecha fevereiro positivo e consolida crescimento do setor em 2025

O varejo ampliado inclui bens não duráveis e semiduráveis, além de setores de alto valor agregado

O mês de fevereiro de 2026 apresentou crescimento do varejo ampliado em Mato Grosso do Sul, superando a queda dos últimos anos, segundo o Termômetro do Varejo, elaborado pela FCDL-MS (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul).

O varejo ampliado inclui bens não duráveis e semiduráveis, além de setores de alto valor agregado, como automóveis e materiais de construção.

Conforme o levantamento, os números consolidam o encerramento de 2025 com crescimento de 2,5% no varejo ampliado em MS, após registrar quedas por dois anos consecutivos.

Segundo a federação, a tendência é de que o crescimento, mesmo que modesto, mantenha-se em ritmo crescente.

Ano de 2025

O aquecimento pode ser mensurado, também, pelo saldo positivo no mercado de trabalho, com 19,8 mil novas vagas formais criadas em 2025.

“Esse indicador é um dos mais robustos do termômetro do varejo, demonstrando a forte capacidade de recuperação da economia sul-mato-grossense. Esse número não apenas supera o desempenho de 2024, como também reflete um dinamismo distribuído entre setores estratégicos”, afirma a FCDL-MS.

A Construção Civil liderou, com 5.873 postos, seguida pelos setores de Serviços, com 4.835, e Comércio, que injetou 3.258 novos trabalhadores no mercado.

“Sob a ótica do varejo, esse dado é fundamental, pois o aumento da massa salarial e a estabilidade no emprego são os principais combustíveis para sustentar o crescimento de vendas, consolidando um ciclo de consumo mais seguro e previsível em Mato Grosso do Sul”, completa a análise da federação.

Impactos negativos

Por outro lado, o varejo foi impactado pela inflação oficial medida em Campo Grande pelo IPCA, que apresentou alta acumulada de 3,6% nos 12 meses encerrados em janeiro de 2026, mesmo que o patamar siga favorável quando comparado à média nacional de 4,4%.

Apesar da desaceleração geral no ritmo de crescimento dos preços, que ajuda na recuperação do poder de compra das famílias, o relatório detalha que o grupo Habitação registrou a maior variação do setor.

A alta no setor foi impulsionada principalmente pelo custo da energia elétrica, que disparou 17,3% no Estado, tornando-se o principal foco de pressão inflacionária para o orçamento doméstico e os custos operacionais do varejo.

O ponto de comemoração vem no grupo de Alimentação e Bebidas, que apresentou uma deflação de 0,2%, atuando como um importante contrapeso ao consumo de bens básicos.

Indústria

Já em relação ao desempenho da indústria sul-mato-grossense, o termômetro mostra que houve um recuo de 12,9% na produção ao longo de 2025.

Enquanto o varejo e o setor de serviços mostram otimismo, com 5,4% de aumento, a atividade industrial enfrentou dificuldades no último ano.

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