Greve dos Correios: reunião na segunda-feira (14) deve decidir rumos da paralisação em Nova Andradina

Imagem: Acácio Gomes / Nova News
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Imagem: Acácio Gomes / Nova News
Trabalhadores dos Correios iniciaram uma greve nacional, por tempo indeterminado, a partir desta sexta-feira (11). Segundo a categoria, o movimento é realizado em busca de melhores condições de trabalho, tendo como foco principal o plano de saúde dos servidores e a correção salarial frente à inflação.
O Nova News apurou junto ao presidente do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios e Telégrafos de Mato Grosso do Sul (SINTECT-MS), Wilton dos Santos Lopes, que no caso de Nova Andradina, dos cerca de 12 servidores, um deles aderiu à greve de imediato, sendo que, uma reunião dos trabalhadores com o vice-presidente da entidade, Adriano Teles, agendada para a manhã de segunda-feira (14), deve direcionar os rumos da mobilização no município.
"A expectativa é de que ocorra uma grande adesão em Nova Andradina. A pauta da greve é justa e creio que os trabalhadores vão aderir a esse movimento nacional que reivindica melhores condições de trabalho para que possamos oferecer um serviço de qualidade à população", pontua Wilton.
O presidente do SINTECT-MS detalha que o principal ponto da greve é o plano de saúde dos trabalhadores, sendo que, em suas palavras, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) quer deixar de ser a mantenedora do benefício e passar a ser apenas patrocinadora, o que faria com que os servidores tivessem que arcar com a maior parte dos custos.
Segundo Wilton, outro ponto em que ainda não houve acordo é a reposição salarial. "Não estamos reivindicando aumento ou reajuste, mas uma correção. A empresa quer aumentar os salários em apenas 0,87%, ou seja, menos de 1%, enquanto a inflação subiu 4,35%. Temos direito e uma reposição mais razoável", defende.
O presidente do SINTECT-MS disse ao Nova News que no Mato Grosso do Sul os funcionários dos Correios são cerca de 1.200, sendo que, a expectativa é de que grande parte seja solidário ao movimento grevista. "A paralisação é legítima e foi aprovada em assembleia por todos os sindicatos filiados à Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos (FENTECT). Vamos lutar por melhores condições de trabalho e contamos com a compreensão da população neste momento", finaliza Wilton.