Os 10 maiores atletas brasileiros do século 21: quem lidera o ranking?
Futebol, UFC, ginástica e tênis em um só ranking. Veja os 10 maiores atletas do Brasil no século 21 e descubra por que o topo não pertence a um craque

Imagem: Reprodução TV Globo
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Futebol, UFC, ginástica e tênis em um só ranking. Veja os 10 maiores atletas do Brasil no século 21 e descubra por que o topo não pertence a um craque

Imagem: Reprodução TV Globo
Escolher os maiores atletas de um país como o Brasil é tarefa ingrata. A pergunta parece simples, mas esconde armadilhas em cada camada. Qual critério é mais justo para uma comparação desse tamanho? Um que considere apenas as conquistas esportivas, medalha por medalha e título por título? Ou o quanto o atleta é reconhecido por seus feitos no Brasil e no mundo? Um maratonista pode marcar a história sem nunca ter sido o mais premiado de sua época. Um craque pode acumular troféus e ainda assim dividir opiniões sobre seu real legado. Os dois olhares são válidos, e este ranking tenta equilibrá-los com honestidade.
O século 21 mudou a cara do esporte brasileiro de forma profunda. O futebol segue gigante, mas deixou de ser a única fonte de ídolos nacionais. Os atletas olimpicos brasileiros conquistaram um espaço que parecia impossível há duas décadas. A ginástica virou paixão popular, e o país parou para assistir a provas de salto e solo. Os lutadores levaram a bandeira verde e amarela ao topo do maior evento de MMA do planeta. O tênis e o automobilismo voltaram a produzir nomes de projeção mundial. As apostas são altas: quem ficará com o primeiro lugar? Esta lista atravessa modalidades, gerações e gêneros para contar essa história completa.
A equipe de este ranking com exclusividade para Nova News. Antes de qualquer ordenação, estabelecemos parâmetros objetivos para comparar atletas de modalidades tão diferentes. Cada posição foi debatida internamente, com pesos claros para títulos, domínio e legado. Assim, o leitor tem todas as ferramentas para concordar ou discordar com bons argumentos.
Os pilares da avaliação foram estes:
• Conquistas concretas, como títulos mundiais, medalha olímpica e cinturões.
• Domínio sobre a própria modalidade em determinado período.
• Impacto no esporte e influência internacional da carreira.
• Legado e inspiração deixados para as novas gerações.
• Representatividade do Brasil em palcos globais.
O recorte temporal também importa. Consideramos apenas feitos realizados a partir de 2001. Por isso, lendas do século passado ficam de fora por definição, não por injustiça.
A contagem regressiva começa na décima posição e termina no topo do pódio. O caminho passa pelo automobilismo, pelo tênis, pelo atletismo, pelas artes marciais, pelo futebol e pela ginástica. Cada escolha vem acompanhada das credenciais que justificam a posição.
Vale um aviso antes da leitura. As primeiras posições da lista apostam em carreiras ainda em construção, enquanto o topo reúne trajetórias já consolidadas. Essa mistura de presente e futuro é proposital: o século 21 continua em andamento, e este ranking respira junto com ele.
O automobilismo brasileiro passou anos órfão de referências no topo. Gabriel Bortoleto encerrou essa espera com uma ascensão meteórica. Ele venceu a Fórmula 3 em 2023 e a Fórmula 2 em 2024, ambas como estreante.
Formado na McLaren Driver Academy, o paulista garantiu vaga na Sauber para 2025. Voltar a ter um brasileiro fixo no grid da FIA tem valor histórico. A carreira está só começando, e é exatamente isso que o coloca na lista: nenhum piloto do país acumulou tanto tão cedo neste século.
O circuito ATP não via um brasileiro causar tanto barulho desde Gustavo Kuerten. João Fonseca venceu o Next Gen ATP Finals em 2024, ainda adolescente. Pouco depois, conquistou seu primeiro título de nível ATP e entrou no radar mundial.
O carioca lota estádios e arrasta torcida como poucos tenistas de sua idade. Sua inclusão é uma aposta consciente no presente e no futuro. Se confirmar o talento em torneios de Grand Slam, subirá posições em qualquer ranking do tipo.
O tênis brasileiro feminino esperou décadas por uma protagonista. Beatriz Haddad Maia entrou no top 10 da WTA em 2023, feito inédito para o país na era do ranking informatizado. No mesmo ano, alcançou a semifinal de Roland Garros.
A paulistana também brilhou na grama, com títulos na preparação para Wimbledon, e fez campanhas sólidas no US Open e no Australian Open. Nenhuma atleta brasileira da modalidade chegou tão longe neste século. Sua história de superação após lesões e pausas reforça o lugar nesta lista.
Nem toda grandeza cabe em números. Vanderlei Cordeiro de Lima liderava a maratona de Atenas 2004 quando foi agarrado por um invasor. Perdeu o ouro, mas cruzou a linha em terceiro, celebrando como se tivesse vencido.
O gesto rendeu a Medalha Pierre de Coubertin, honraria rara concedida pelo Comitê Olímpico Internacional por fair play. Em 2016, ele acendeu a pira dos Jogos do Rio. Poucos atletas representam tão bem o espírito olímpico, e seu legado transcende o atletismo brasileiro.
Os 400 metros com barreiras viveram a era mais rápida da história, e Alison dos Santos esteve no centro dela. O Piu conquistou o bronze olímpico em Tóquio e o ouro no Campeonato Mundial de Atletismo de 2022. Seus tempos o colocam entre os melhores de todos os tempos na prova.
Ele também colecionou vitórias na Diamond League, o circuito de elite da modalidade. Competir de igual para igual com recordistas mundiais, ano após ano, exige consistência rara. Alison entregou isso com carisma e regularidade.
Os esportes de combate deram ao Brasil alguns de seus maiores ídolos recentes. Charles Oliveira, o Do Bronx, tornou-se campeão peso leve do UFC em 2021, coroando uma década de reconstrução pessoal. Saído da periferia de Guarujá, virou exemplo de superação.
Seus números impressionam qualquer análise fria. Oliveira detém recordes do UFC em finalizações e em bônus de performance. Seu jiu-jítsu brasileiro agressivo devolveu à arte suave o protagonismo nos octógonos. Mesmo sem o cinturão atualmente, sua obra já está escrita.
Alex Pereira talvez seja hoje o lutador brasileiro famoso de maior alcance global. No kickboxing, foi campeão simultâneo de duas categorias no Glory Kickboxing. No MMA, conquistou o cinturão do UFC no peso médio em 2022 e depois no meio-pesado em 2023.
Ser campeão duplo em duas organizações de elite não tem precedente comparável. E Poatan fez isso com pouquíssimas lutas de MMA no currículo, algo quase absurdo tecnicamente. Suas defesas de título em sequência o transformaram em atração mundial e futuro nome de Hall da Fama.
O futebol brasileiro do século 21 tem em Vinícius Júnior seu representante mais vitorioso na Europa. Pelo Real Madrid, ele venceu múltiplas edições da UEFA Champions League, decidindo uma final com gol. Somam-se títulos de La Liga e protagonismo constante no Campeonato Espanhol.
Em 2024, foi eleito o melhor do mundo no prêmio FIFA The Best. Na Bola de Ouro, ficou com o segundo lugar, gerando debate planetário. Pela Seleção Brasileira, ainda busca uma Copa América ou um Mundial para fechar a conta. É o que o separa do topo desta lista.
Nenhum atleta do país foi tão observado neste século quanto Neymar. Revelado pelo Santos FC, clube que sempre aparece quando se discute qual o maior time do Brasil de todos os tempos, ele conquistou a Libertadores de 2011 ainda jovem. Na Europa, venceu a Champions League de 2015 em temporada histórica.
Pela Seleção Brasileira, tornou-se o maior artilheiro da história, superando a marca de Pelé em gols. Ganhou também o ouro olímpico de 2016, inédito para o futebol do país. Faltou a Copa do Mundo FIFA, e essa ausência pesa. Ainda assim, seu conjunto de recordes, títulos e influência é gigantesco.
O primeiro lugar pertence à ginástica. Rebeca Andrade é a maior medalhista olímpica da história do Brasil, somando pódios nos Jogos Olímpicos de Tóquio e de Paris. Seu ouro no salto em Tóquio quebrou um jejum histórico da ginástica artística nacional.
Em Paris, ela venceu o solo diante da maior estrela da modalidade e subiu ao pódio várias vezes. No Campeonato Mundial de Ginástica, acumulou títulos e entrou no grupo restrito das bicampeãs mundiais do salto. Também colecionou finais em barras assimétricas e trave, provando versatilidade completa.
Há quem já a chame de maior ginasta de todos os tempos fora dos Estados Unidos. A discussão é válida, mas o essencial é outro. Ela superou três cirurgias no joelho antes de dominar o mundo. Nenhuma trajetória une conquista, superação e representatividade como a dela.
Todo ranking gera uma pergunta imediata: e fulano? É um questionamento legítimo. O Brasil produziu atletas demais para caberem em dez vagas.
Algumas ausências merecem registro honroso:
• Ronaldinho Gaúcho, gênio do futebol, com auge concentrado e curto.
• Marta, seis vezes melhor do mundo, com carreira iniciada no fim do século passado.
• Anderson Silva, dominante no UFC, ídolo de uma era anterior do MMA.
• Isaquias Queiroz, multimedalhista olímpico da canoagem.
• Ana Marcela Cunha, rainha da maratona aquática.
Cada corte teve um custo, e reconhecemos isso. Priorizamos picos de desempenho dentro do século e impacto global atual. Outros atletas brasileiros poderiam entrar com critérios diferentes, e o debate é bem-vindo.
Números não contam tudo, mas sustentam qualquer argumento. Por isso, este artigo produzido para a Nova news reúne as principais conquistas mensuráveis dos primeiros colocados do ranking. O Comitê Olímpico Brasileiro celebra parte desses feitos como marcos da história recente.

Alguns recordes marcantes ajudam a dimensionar essa geração:
• Rebeca é a brasileira com mais medalhas em Jogos Olímpicos.
• Oliveira lidera o UFC em finalizações na história da organização.
• Pereira conquistou dois cinturões do UFC em intervalo curtíssimo.
• Alison correu os 400 m com barreiras entre os três mais rápidos da história.

Usamos quatro pilares principais. Títulos e medalhas, domínio da modalidade, impacto internacional e legado. O recorte considera apenas feitos a partir de 2001.
Ela é a maior medalhista olímpica do Brasil, com pódios em duas edições dos Jogos. Soma títulos mundiais em um esporte de altíssima exigência. A combinação de conquistas e superação é única.
Alex Pereira e Charles Oliveira dividem essa disputa. Pereira leva vantagem pelos cinturões em duas categorias e duas modalidades. Oliveira responde com recordes históricos de finalizações.
Ambos são gigantes, e o corte foi difícil. Parte relevante de suas trajetórias e formação pertence ao século passado, e as dez vagas priorizaram auges integralmente recentes. Eles figuram nas menções honrosas.
Sim, e é provável. João Fonseca e Gabriel Bortoleto estão em início de carreira. Uma atleta brasileira de nova geração também pode surgir nos esportes olímpicos a qualquer ciclo.