O casal de servidores públicos, Cláudio José Jacomeli e Clarice Custódio Jacomeli, moradores de Naviraí, foi condenado a 14 anos de prisão por participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. A decisão foi tomada pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal e integra o balanço divulgado nesta quinta-feira (08) sobre as condenações relacionadas à invasão e depredação dos prédios dos Três Poderes.
Segundo o STF, o casal recebeu pena de 12 anos e seis meses de reclusão e um ano e seis meses de detenção. Ambos também foram condenados ao pagamento solidário de indenização por danos morais coletivos, fixada em ao menos R$ 30 milhões, valor destinado a ressarcir os prejuízos causados ao patrimônio público.
De acordo com o processo, Cláudio e Clarice viajaram a Brasília e foram identificados em vídeos gravados durante a depredação. As imagens mostram o casal incentivando os atos contra os prédios públicos. A condenação foi julgada em sessão virtual realizada entre 14 e 25 de novembro de 2025.
O caso dos moradores de Naviraí é o mais próximo de Nova Andradina entre os citados na reportagem do Correio do Estado, que relembra os sul-mato-grossenses condenados pelos ataques. O levantamento aponta que 1.399 pessoas já foram responsabilizadas criminalmente pelos atos antidemocráticos e apenas 179 continuam presas.
Além do casal de Naviraí, outros moradores de Mato Grosso do Sul também receberam penas severas. O empresário campo-grandense Fábio Jatchuk Bullman foi condenado a 14 anos de prisão. Diego Eduardo de Assis Medina, de Dourados, e Ivair Tiago de Almeida, de Maracaju, pegaram 17 anos de reclusão. Há ainda condenações de empresários e participantes de cidades como Ponta Porã e Itaporã.
O balanço divulgado pelo STF mostra que a maioria dos condenados recebeu penas mais brandas ou firmou acordos de não persecução penal. Já os crimes considerados mais graves, como tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito, resultaram em penas que chegam a mais de 18 anos de prisão.
As condenações seguem sendo usadas pelo Supremo como forma de desestimular novos ataques às instituições democráticas e reforçar a responsabilização criminal dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.
Direto da redação: Fique bem informado! Receba as principais notícias do dia. Clique aqui para entrar em nosso grupo DIRETO DA REDAÇÃO.
Aviso: A reprodução total ou parcial desta publicação é permitida desde que previamente autorizada. Além disso, devem ser citados claramente dados como a autoria do texto e o crédito das imagens. O desrespeito a estas normas implicará na tomada das devidas providências, conforme prevê a legislação vigente.





Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.