Casal Hashioka recebe R$ 1,79 milhão em recursos do fundo eleitoral para campanha
Dione recebeu R$ 966,6 mil do União Brasil, enquanto Roberto recebeu R$ 830 mil do Republicanos

Imagem: Redes Sociais
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Dione recebeu R$ 966,6 mil do União Brasil, enquanto Roberto recebeu R$ 830 mil do Republicanos

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O casal Hashioka recebeu R$ 1,796 milhão em recursos partidários para as campanhas nas eleições deste ano em Mato Grosso do Sul. Dione Hashioka, candidata a deputada estadual pelo União Brasil, recebeu R$ 966,6 mil. Roberto Hashioka, que disputa uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Republicanos, recebeu R$ 830 mil.
Os valores fazem parte de levantamento publicado pelo site Investiga MS, com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo a publicação, praticamente todos os recursos destinados às cinco famílias analisadas vieram dos partidos, por meio do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como fundo eleitoral.
Dione recebeu a maior cota do União Brasil destinada a um candidato a deputado estadual em Mato Grosso do Sul, empatada com Bárbara Gonçalez Resende, 28 anos, advogada, e filha do deputado federal Geraldo Resende, candidata a deputada estual pelo União Brasil.
Roberto Hashioka recebeu R$ 830 mil do Republicanos. Desse total, R$ 600 mil foram repassados pela Direção Nacional e R$ 230 mil pela direção estadual do partido. Conforme o levantamento, ele tem o quarto maior repasse do Republicanos para um candidato a deputado federal no Estado.
Dois partidos, duas candidaturas
Dione e Roberto Hashioka são casados e declararam patrimônio de R$ 12,5 milhões, sendo R$ 6.252.608,12 para cada um, segundo os dados citados pelo Investiga MS.
O casal também disputa a eleição por partidos diferentes. Dione concorre pelo União Brasil, enquanto Roberto está no Republicanos, legenda do vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, que integra a chapa de apoio à reeleição do governador Eduardo Riedel (PP).
O levantamento aponta que os dois partidos destinaram recursos do fundo eleitoral às candidaturas do casal. A soma dos repasses chega a R$ 1.796.600,00.
A reportagem ressalta que não há irregularidade na participação de parentes ou cônjuges na mesma eleição nem no recebimento de recursos partidários, desde que respeitadas as regras eleitorais. A distribuição do fundo eleitoral é uma decisão interna das legendas, dentro dos critérios estabelecidos pela legislação.
Os dados utilizados no levantamento têm como referência as receitas declaradas pelos candidatos ao TSE até 8 de setembro.