No início da noite do dia 16 de dezembro de 2019, ou seja, há um mês, uma forte chuva provocava o desabamento da ponte existente sobre o Córrego Umbarcá, em uma das alças do anel viário de Nova Andradina. Conforme apurado pelo Nova News, até o momento, o trânsito no local segue interditado, sem previsão para liberação.
Na tarde desta quarta-feira (15), a reportagem falou com o secretário municipal de Infraestrutura, Júlio Marques, que comentou sobre as possibilidades a serem adotadas com relação à ponte existente na alça que liga a MS-134 à MS-473.
Ele disse ao Nova News que aguarda o laudo técnico que está sendo elaborado por uma empresa especializada para que haja a definição de quais providências poderão ser tomadas com relação ao caso.
Segundo ele, uma das possibilidades é a recuperação da mesma ponte. Outro caminho apontado pelo secretário é a construção de uma nova ponte maior, com pelo menos 25 metros de extensão.
Marques pontuou, no entanto, que, seja qual for a opção adotada, outro aspecto crucial seria a recuperação da área no entorno da ponte, que se encontra degrada devido à ocorrência de erosões. Na avaliação do gestor, não adianta recuperar ou reconstruir a ponte, se não houver um trabalho no sentido que o terreno ao redor da edificação esteja sólido.
O secretário adiantou ainda ao site que, assim que receber o laudo técnico elaborado pela empresa, ele participará de uma audiência com o governador Reinaldo Azambuja, que teria se colocado à disposição para a celebração de uma parceria com objetivo de sanar o problema.
Desde que a ponte desabou, o tráfego de caminhões e carretas retornou para dentro de Nova Andradina, mais precisamente na Avenida Ivinhema, via que era utilizada pelos transportadores no passado, antes da inauguração do anel viário, em junho de 2018.
É importante levar em conta que o tráfego de veículos pesados pela Avenida Ivinhema ocorre tanto durante o dia quanto à noite, o que exige atenção tanto por parte dos profissionais do transporte quanto da população de Nova Andradina com relação a evitar possíveis acidentes, uma vez que, ao longo da via, há escolas, unidades de saúde, comércios e residências.
Outro fator que chama a atenção é que em maio de 2019, ou seja, sete meses antes do desabamento, o Nova News havia produzido uma reportagem sobre aparentes problemas na ponte.
Na ocasião, era possível observar a ocorrência de um processo erosivo, sendo que, algumas partes concretadas, que teriam como função proteger os pilares de sustentação, acabaram se soltando, deixando as fundações da ponte expostas.
Em outubro de 2018, a ponte também havia sido interditada por alguns dias para realização de manutenção. Naquela oportunidade, fortes enxurradas teriam afetado o aterro, que cedeu. Na ocasião, a empresa responsável pela obra foi notificada pela Prefeitura Municipal e os reparos executados.
Antes mesmo da inauguração, em 2015, a obra, que foi construída pelo município através de recurso oriundo do Ministério da Integração Nacional, já havia sido destruída por outra forte chuva que atingiu a região.
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