De Nova Andradina para o mundo: Jorge Sem Fronteiras desbrava quatro capitais asiáticas

Imagem: Arquivo Pessoal
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Imagem: Arquivo Pessoal
O projeto “Jorge Sem Fronteiras”, criado pelo viajante de Nova Andradina, continua ganhando novos capítulos. Depois de passar por Bangkok, capital da Tailândia, primeira etapa da jornada, o sul-mato-grossense seguiu pelo Sudeste Asiático e conheceu outras quatro capitais: Hanói, no Vietnã; Kuala Lumpur, na Malásia; Jacarta, na Indonésia; e Singapura.
A proposta de Jorge é percorrer as 196 capitais dos países do mundo, conhecendo não apenas os principais pontos turísticos, mas também os costumes, a cultura, a maneira como as pessoas vivem e as diferenças encontradas em cada sociedade.
A primeira parada depois da Tailândia foi Hanói, capital do Vietnã. A cidade chamou a atenção principalmente pelo intenso movimento de motocicletas. Para quem está acostumado ao trânsito brasileiro, a quantidade de motos circulando pelas ruas é uma das primeiras diferenças percebidas.
Durante a passagem pela cidade, Jorge conheceu a Catedral de São José, que, segundo ele, lembra bastante a arquitetura da Catedral de Notre-Dame, em Paris. Também visitou a famosa Train Street, onde os trilhos passam muito próximos de bares e pequenos estabelecimentos, proporcionando uma das cenas mais curiosas da capital vietnamita.
Outro momento marcante foi a visita ao Mausoléu de Ho Chi Minh e à região da Praça Ba Dinh.
A viagem ganhou um significado ainda mais especial porque Jorge estava em Hanói no dia 2 de setembro, data que reúne duas ocasiões importantes para ele: seu aniversário e o Dia da Independência do Vietnã.
As ruas estavam tomadas por bandeiras vietnamitas, e o clima de celebração nacional podia ser percebido em diferentes pontos da cidade. Para Jorge, foi uma experiência marcante observar o patriotismo da população justamente em uma data tão importante para o país.
Além da história, o viajante também destaca a receptividade dos vietnamitas. Ao dizer que é brasileiro, percebeu curiosidade e simpatia por parte de muitas pessoas.
De Hanói, a viagem seguiu para Kuala Lumpur, capital da Malásia. A paisagem mudou completamente. Grandes edifícios, tecnologia, metrô e uma arquitetura moderna fizeram a cidade parecer, em alguns momentos, uma versão asiática de grandes metrópoles como Nova York.
Entre os locais visitados estão a Merdeka Square, as Batu Caves e o tradicional Chow Kit Market.
As Batu Caves foram um dos lugares que mais chamaram a atenção pela combinação entre natureza, religião e arquitetura. Já a região central de Kuala Lumpur mostra uma cidade em constante transformação, com enormes arranha-céus dividindo espaço com mercados, templos e construções tradicionais.
Outro aspecto percebido pelo viajante foi a forte presença da religião islâmica e a diversidade cultural. A Malásia é um país de maioria muçulmana, mas também reúne comunidades de diferentes religiões e origens.
No transporte público, Jorge encontrou uma diferença importante em relação ao Brasil: a Malásia utiliza a chamada mão inglesa, com os veículos circulando pelo lado esquerdo das ruas.
O metrô se mostrou uma alternativa prática para escapar do trânsito intenso.
Para o viajante, Kuala Lumpur representa justamente esse contraste entre tradição e modernidade, com tecnologia e grandes construções convivendo com costumes religiosos e culturais preservados.
A terceira capital foi Jacarta, na Indonésia. A cidade apresentou uma realidade ainda mais movimentada, com grande quantidade de motocicletas, trânsito intenso e temperaturas elevadas.
Um dos principais pontos visitados foi o Monas, Monumento Nacional da Indonésia, considerado um dos grandes símbolos da independência do país. O local chamou especialmente a atenção de Jorge pela dimensão do monumento e pela grande área ao seu redor.
Outro momento marcante aconteceu na visita à Mesquita Istiqlal e à Catedral de Jacarta, localizadas uma em frente à outra. A proximidade entre os dois templos chama a atenção de quem visita a capital e é frequentemente apresentada como um exemplo de convivência entre diferentes comunidades religiosas.
A Indonésia possui a maior população muçulmana do mundo, mas sua capital também apresenta uma grande diversidade cultural e religiosa.
Jacarta trouxe ainda um desafio diferente: a comunicação. Jorge encontrou muitas pessoas que não falavam inglês e, em algumas situações, precisou utilizar aplicativos de tradução para conseguir conversar.
Mesmo assim, novamente encontrou receptividade entre os moradores.
A última etapa desse trecho da viagem foi Singapura. Depois de quatro capitais bastante movimentadas, a cidade-Estado apresentou ao viajante uma realidade marcada por organização, tecnologia e infraestrutura.
O transporte público foi um dos aspectos que mais impressionaram. Ônibus e metrô funcionam de maneira integrada, enquanto as ruas apresentam um trânsito organizado, bem diferente do movimento encontrado em Hanói e Jacarta.
Entre os principais locais visitados estão o Marina Bay Sands, o Merlion Park e o Gardens by the Bay.
No Gardens by the Bay, os famosos Supertrees, enormes estruturas cobertas por vegetação, criam uma paisagem futurista. Para Jorge, o cenário lembra filmes de ficção científica.
Singapura também despertou sua curiosidade pela força econômica. Apesar de possuir um território pequeno, o país se transformou em um importante centro internacional de comércio, tecnologia, finanças e logística, favorecido principalmente por sua localização estratégica na Ásia.
O contraste também aparece nos preços. Se nas capitais anteriores o viajante encontrou alimentação e transporte com custos mais acessíveis, em Singapura o custo de vida é consideravelmente mais elevado.
Hanói, Kuala Lumpur, Jacarta e Singapura mostraram a Jorge quatro realidades completamente diferentes, mesmo estando na mesma região do planeta.
No Vietnã, encontrou uma capital marcada pela história, pelas motocicletas e por uma celebração nacional que coincidiu com seu aniversário.
Na Malásia, conheceu uma cidade que mistura religião, tradição e grandes projetos de modernização.
Na Indonésia, encontrou símbolos da independência e uma diversidade religiosa presente na própria paisagem urbana.
E, em Singapura, conheceu uma cidade que impressiona pela tecnologia, organização e infraestrutura.
“Mais do que acumular destinos, acredito que cada capital acrescenta uma nova experiência ao projeto.”
A viagem que começou em Nova Andradina, no interior de Mato Grosso do Sul, agora ganha novos capítulos e aproxima o viajante de seu objetivo de conhecer as 196 capitais do mundo.
“Cada capital tem uma história, uma cultura e uma maneira diferente de viver. Quero conhecer essas diferenças e também mostrar um pouco dessas experiências para as pessoas da nossa região.”
O projeto “Jorge Sem Fronteiras” continua, levando o nome de Nova Andradina para diferentes partes do mundo e transformando cada nova capital em uma nova história.
Porque sonhar grande e sonhar pequeno dá o mesmo trabalho.













