Deputados campeões de voto em Nova Andradina divergem sobre fim da escala de trabalho 6x1
Deputados campeões de voto em Nova Andradina divergem sobre fim da escala de trabalho 6x1

Imagens: Reprodução / Instagram
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Deputados campeões de voto em Nova Andradina divergem sobre fim da escala de trabalho 6x1

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José Portela, Redação Nova News
12/11/2024 às 11:53 • Atualizada em 12/11/2024 às 11:56
Empatados em Nova Andradina com 1.600 votos cada nas eleições de 2022, os deputados federais Vander Loubet (PT) e Marcos Pollon (PL) apresentaram visões divergentes sobre a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) - ainda não protocolada - apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP) e que propõe o fim da escala de trabalho 6x1.
Elaborada pelo Movimento Vida Além do Trabalho (VAT) em maio deste ano, o texto propõe quatro dias de trabalho e escala máxima de 36 horas semanais sem perda salarial.
A proposição destaca a seguinte redação para o inciso XIII do art. 7 da Constituição Federal: “Duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e trinta e seis horas semanais, com jornada de trabalho de quatro dias por semana, facultada a compensação de horários e a redução de jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho”.
Para o petista Vander Loubet, a proposta merece discussão e apoio, pois, segundo ele, a medida melhoraria a qualidade de vida dos trabalhadores, conforme relatou em entrevista ao Jornal Correio do Estado.
“O fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho melhoraria a qualidade de vida dos trabalhadores. As pessoas precisam ter tempo para conviver com a família, para ter lazer, para praticar atividades físicas, e isso certamente aumentaria a produtividade, pois trabalhador com mais qualidade de vida produz mais”, argumentou.
Além de Loubet, foram favoráveis à proposta Camila Jara (PT), que obteve 1085 votos em Nova Andradina; Dagoberto Nogueira (PSDB), que obteve 612 votos em Nova Andradina; e Geraldo Resende (PSDB), que obteve 1034 votos em Nova Andradina.
A reportagem entrou em contato com o deputado Marcos Pollon, contudo, não obteve retorno até o fechamento do material. O espaço segue aberto.
Além de Pollon, foram contrários e/ou não se manifestaram, os deputados Rodolfo Nogueira (PL), que obteve 388 votos em Nova Andradina; Beto Pereira (PL), que obteve 684 votos em Nova Andradina; e Luiz Ovando (PP), que obteve 590 votos em Nova Andradina.
Contrário a proposta, o deputado Luiz Ovando rechaçou a proposição e disse que o texto é uma “armadilha” que ameaça a flexibilidade dos trabalhadores. “A PEC é uma armadilha que ameaça destruir a flexibilidade do nosso mercado de trabalho. Vai acabar com a escala 6x1 e por consequência, a 5x2, forçando uma jornada de quatro dias por semana, sem nenhuma preocupação com as consequências”, falou.
Ao Correio do Estado, o deputado Dagoberto disse ter compromisso com os trabalhadores, contudo, também defende que sejam diminuídos os encargos sociais aos empregadores.
À reportagem, o deputado Geraldo Resende (PSDB) disse que é favorável à proposta, e que a votação dele, é sobretudo, para ouvir o debate a ser proposto. "Estou assinando para ver o debate. tanto de empresários, quanto dos propositores. A assinatura é a razão que nos levará ao debate lá na frente", falou.
Pelas redes sociais, a deputada Camila Jara, que também assinou a proposta, destacou que a medida é correta, e disse que os parlamentares que não assinaram, caso de alguns nomes do PL, como ela disse “querem que você viva para trabalhar e trabalhe até morrer. A extrema direita mostrou, mais uma vez, a quem serve”, disse em uma rede social.
Até a publicação desta matéria, a proposta conta com 108 assinaturas, e para ser apresentada, são necessárias assinaturas de um terço dos parlamentares das Casas, ou seja, 171 deputados e 27 senadores.
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