Setembro foi de saldo positivo na geração de empregos formais em Nova Andradina

Imagem: Acácio Gomes / Arquivo / Nova News
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Imagem: Acácio Gomes / Arquivo / Nova News
O mês de setembro foi de saldo positivo na geração de postos formais de trabalho com carteira assinada no município de Nova Andradina, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Conforme o levantamento, no período de 01/09/2026 até 30/09/2026 foram registradas 675 contratações e 657 demissões, o que resultou em +18 empregos formais.
As áreas da economia que contribuíram para o resultado foram Agropecuária (+34), Indústria (+25) e Comércio (+08). Por outro lado, demitiram mais do que contrataram os segmentos de Serviços (-21) e Construção (-28).
Região
Já com relação aos demais municípios da região, apenas Taquarussu teve saldo positivo em setembro, com +02 empregos formais. Novo Horizonte do Sul e Ivinhema não tiveram variação.
Em Angélica (-02), Anaurilândia (-07), Bataguassu (-20) e Batayporã (-26) o mercado de trabalho teve mais demissões do que contratações em setembro.
Estado*
Mato Grosso do Sul mantém trajetória positiva na geração de empregos e acumula saldo positivo de +21.348 com carteira assinada entre janeiro e setembro de 2026, resultado de 330.885 admissões e 309.537 desligamentos.
Somente em setembro, o Estado registrou 33.801 admissões e 32.774 desligamentos, resultando na abertura de +1.027 postos de trabalho formais.
Com esse desempenho, o estoque de empregos com carteira assinada chegou a 686.237 vínculos, crescimento de 0,15% em relação ao mês anterior.
Na comparação com setembro de 2025, quando o saldo foi de +1.444 vagas, o resultado deste ano ficou 417 empregos abaixo. Ainda assim, o acumulado dos nove primeiros meses mantém o mercado de trabalho sul-mato-grossense em trajetória positiva, com mais de 21 mil novos vínculos formais no período.
País**
Os dados do AGED apontam que +121,3 mil postos de trabalho com carteira assinada foram abertos em setembro no Brasil. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões. O saldo é 24,7% maior em relação a agosto, quando o país criou 161 mil empregos.
A criação de empregos caiu 43,5% em comparação a setembro do ano passado, pressionada pelos juros altos e pela desaceleração da economia. No mesmo mês de 2025, tinham sido criados 214,6 mil postos de trabalho, nos dados com ajuste, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores.
Em relação aos meses de setembro desde 2020, esse é o resultado mais baixo da série. A mudança da metodologia no Caged impede a comparação com anos anteriores a 2020.
Acumulado
De janeiro a setembro, o CAGED registrou queda de 27,9% no acumulado de vagas formais:
1.248.914 (nove meses de 2026);
1.731.398 (nove meses de 2025).
Os dados trazem ajustes, quando o Ministério do Trabalho registra declarações entregues fora do prazo pelos empregadores e retifica os dados de meses anteriores.
Setores
Na divisão por ramos de atividade, quatro dos cinco setores pesquisados criaram empregos formais em setembro. Só a agropecuária demitiu mais do que contratou.
Serviços: +81.241 postos;
Indústria: +19.285;
Comércio: +15.697;
Construção: +9.468;
Agropecuária: -4.381.
Tradicionalmente, o mês de setembro é fraco para a agropecuária, por causa do início do plantio. No entanto, representa alta na atividade industrial, com as fábricas começando a produzir para o Natal.
Destaques
Nos serviços, a criação de empregos foi puxada pelo segmento de atividades administrativas e serviços complementares, com a abertura de +18,3 mil postos formais. A categoria de saúde humana e serviços sociais abriu +15,4 mil vagas. O setor de transporte, armazenagem e correio criou +13,2 mil postos.
Na indústria, o destaque positivo ficou com o segmento de serviços especializados para fabricação de produtos alimentícios (+17 mil), fabricação de veículos automotores (+2,1 mil) e coleta, tratamento, disposição de resíduos e recuperação de materiais (+1,48 mil).
No comércio, o maior gerador de empregos foi o comércio varejista (+9,43 mil), seguido por comércio por atacado, exceto veículos automotores e motocicletas (+3,87 mil).
Na construção, os destaques foram obras de infraestrutura (+4,66 mil) e serviços especializados para construção (+3,9 mil). (As informações são do Governo de MS* e da Agência Brasil**).