Vozmecê leva a Tropicapolca a Nova Andradina em turnê por quatro cidades de MS

Imagem: Divulgação
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A música que nasce nas fronteiras de Mato Grosso do Sul, atravessa o Brasil e ganha novas sonoridades será protagonista de um dia inteiro de atividades culturais em Nova Andradina. O duo Vozmecê abre, na próxima terça-feira (29), a turnê "Tropicapolca – Fronteiras e Divisas", com uma programação gratuita que reúne oficinas, exibições de documentários e apresentações musicais no Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS). Das 8h às 17h, estudantes e comunidade poderão participar de atividades que exploram as diferentes influências culturais presentes na formação da identidade sul-mato-grossense. O encerramento terá shows da cantora Nanda Nóbrega e do Vozmecê, formado por Namaria Schneider e Pedro Fattori.
O projeto que agora chega a Nova Andradina amplia essa proposta, levando música, cinema e atividades formativas a diferentes regiões de Mato Grosso do Sul. A programação começa às 8h, com duas oficinas simultâneas: Produção de Videoclipes com Celular, ministrada por Pedro Fattori, e Canto e Coral Regional, conduzida por Namaria Schneider. Ainda pela manhã, o público poderá assistir aos documentários "Tropicapolca", às 10h40, e "CenAlternativa: MS Geração 20", às 11h15. As atividades aproximam os participantes dos processos de criação musical e audiovisual, oferecendo diferentes perspectivas sobre a produção artística contemporânea de Mato Grosso do Sul.
À tarde, a partir das 13h, a programação prossegue com a Oficina de Dança Chamamé, ministrada por Felipe Arguilhera e Ana Laura Belo, e a Oficina de Instrumentos Fronteiriços, conduzida por Ossuna Braza. As duas atividades acontecem simultaneamente e exploram manifestações musicais e culturais presentes na região de fronteira. O encerramento será dedicado à música ao vivo, com um pocket show de Nanda Nóbrega, às 15h45, seguido da apresentação do Vozmecê, às 16h15, que levará ao palco o repertório autoral de "Tropicapolca".
Para Pedro Fattori, iniciar a circulação por Nova Andradina representa também um reencontro com o público da cidade, onde o duo se apresentou em 2024, durante o Festival de Arte e Cultura do IFMS. "Estamos muito felizes de voltar, dessa vez levando um show totalmente voltado pra nossa música autoral e pra nossa própria criação. Estamos bem curiosos também pra saber como vai ser a reação do público."
Depois de Nova Andradina, a turnê segue para Corumbá, nos dias 5 e 6 de outubro; Ponta Porã, em 18 de novembro; e Três Lagoas, nos dias 27 e 28 de novembro. A escolha das cidades acompanha o conceito de "Fronteiras e Divisas", que propõe investigar a formação cultural de Mato Grosso do Sul a partir dos encontros entre as tradições sul-americanas e as influências de diferentes regiões brasileiras. Ao reunir música, cinema e atividades formativas, o projeto busca ampliar o acesso à produção artística regional e estimular o reconhecimento da diversidade cultural do Estado.
A proposta ganha um significado particular em Nova Andradina, município próximo à divisa com São Paulo. Para Namaria Schneider, a localização amplia o olhar sobre a identidade sul-mato-grossense, frequentemente associada apenas às fronteiras internacionais com o Paraguai e a Bolívia. "A ideia é investigar um pouco o que é essa identidade sul-mato-grossense, tanto no extremo oeste quanto no extremo leste do Estado, e como ela é formada por influências sul-americanas, mas também pelas influências dos outros Estados brasileiros que estão ao nosso redor", ressalta a cantora.
A parceria com o Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), instituição pública de educação profissional, científica e tecnológica, aproxima o projeto dos estudantes do ensino médio e transforma o ambiente escolar em espaço de encontro entre artistas, alunos e comunidade. A iniciativa também busca despertar o interesse dos jovens pela produção cultural regional, oferecendo contato direto com diferentes linguagens artísticas. "A adolescência é um momento em que as paixões, os gostos e as referências culturais estão sendo formados, e é um momento muito propício pra apresentar música, cinema, cultura regional e produções feitas no próprio estado", destaca Fattori.
Pé na estrada
A trajetória do Vozmecê é marcada pela circulação independente e pela busca de novas possibilidades para a música produzida em Mato Grosso do Sul. Desde 2019, o duo percorreu 17 estados brasileiros, apresentando-se nas ruas e em diferentes espaços culturais. As viagens permitiram o contato direto com manifestações musicais de várias regiões do país, que passaram a dialogar com as referências da fronteira Brasil–Paraguai e com a paisagem cultural do Pantanal.
Essa experiência deu origem ao álbum audiovisual "Tropicapolca", lançado em setembro de 2024, com 15 músicas e 15 vídeos produzidos em estúdio próprio. O trabalho teve direção musical de Namaria Schneider e Pedro Fattori, que também assinou a edição, mixagem e masterização. Viabilizado por meio da Lei Federal Paulo Gustavo, o álbum combina elementos da música fronteiriça sul-mato-grossense e paraguaia com ritmos de diferentes regiões brasileiras, consolidando a proposta artística do duo.
Com uma musicalidade que seus integrantes definem como neo-pantaneira, o Vozmecê combina polca paraguaia, guarânia, psicodelia e ritmos brasileiros em um repertório autoral que aproxima tradição e contemporaneidade. O Vozmecê já participou de eventos como o Campão Cultural, Festival de Inverno de Bonito, MS ao Vivo e Festival Universitário da Canção, no qual conquistou o prêmio de melhor música popular com a canção "Tio Sam". Sua produção reúne álbum audiovisual, EP, DVDs ao vivo, sessões musicais, videoclipes e singles.
Em "Tropicapolca – Fronteiras e Divisas", essa trajetória ganha uma nova etapa, levando o repertório autoral do duo a diferentes regiões de Mato Grosso do Sul. Mais do que apresentar um espetáculo musical, o projeto propõe um encontro entre artistas, estudantes e comunidades, colocando em diálogo as tradições que atravessam as fronteiras e as novas sonoridades que continuam a transformar a música sul-mato-grossense.
O projeto "Tropicapolca – Fronteiras e Divisas" é realizado com recursos do Fundo de Investimentos Culturais de Mato Grosso do Sul (FIC/MS), por meio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) e da Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura (Setesc), com apoio do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS).
Mais informações: @vozmece
PROGRAMAÇÃO
Tropicapolca – Fronteiras e Divisas
29 de setembro (terça-feira)
Auditório do IFMS – Nova Andradina (MS)
Entrada gratuita
Manhã | 8h às 11h40
8h – Oficina de Produção de Videoclipes com Celular
Com Pedro Fattori
8h – Oficina de Canto e Coral Regional
Com Namaria Schneider
10h30 às 10h40 – Intervalo
10h40 às 11h05 – Exibição do documentário "Tropicapolca"
11h05 às 11h15 – Intervalo
11h15 às 11h40 – Exibição do documentário "CenAlternativa: MS Geração 20"
Tarde | 13h às 17h
13h – Oficina de Dança Chamamé
Com Felipe Arguilhera e Ana Laura Belo
13h – Oficina de Instrumentos Fronteiriços
Com Ossuna Braza
15h30 às 15h40 – Intervalo e preparação do palco
15h45 às 16h10 – Pocket show com Nanda Nóbrega
16h10 às 16h15 – Troca de palco
16h15 às 17h – Show com Vozmecê

